Camilo Santana nega articulação para assumir Ministério da Justiça

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), negou nesta quinta-feira (8) qualquer articulação para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Questionado pelo PontoPoder sobre a possibilidade, Santana afirmou que tomou conhecimento das especulações apenas no momento da entrevista e reforçou que segue focado nas agendas e prioridades da pasta da Educação.
A movimentação nos bastidores do Palácio do Planalto ganhou força após o anúncio da saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A vacância abriu espaço para debates internos sobre a sucessão e sobre o futuro do desenho institucional da área no governo federal.
Paralelamente às especulações sobre nomes, o Planalto estuda uma reestruturação da área, com a possibilidade de desmembrar a atual pasta. A proposta em análise prevê a manutenção do Ministério da Justiça e a criação de um novo ministério voltado exclusivamente para a Segurança Pública, medida que poderia redefinir atribuições e ampliar o foco em políticas de combate à violência e ao crime organizado.
Camilo Santana, ex-governador do Ceará, tem sido citado em listas informais por sua experiência administrativa e trânsito político, mas evitou comentar cenários futuros. Segundo o ministro, não há convite formal nem discussões em andamento envolvendo seu nome para outra função no governo.
A decisão sobre a sucessão de Lewandowski e uma eventual reforma ministerial caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que avalia o impacto político e administrativo das mudanças. Enquanto isso, o governo mantém cautela e evita confirmar prazos ou detalhes sobre a possível reestruturação da área de Justiça e Segurança Pública.

