Federação recém-criada reúne União Brasil e Progressistas; definição pode intensificar embate entre base governista e oposição no Estado

O ex-deputado federal Capitão Wagner, atual presidente do União Brasil no Ceará, deve assumir a presidência da União Progressista, federação formada pela fusão entre o União Brasil e o Progressistas (PP) no Estado. A informação foi confirmada de forma extraoficial por integrantes das duas siglas.

A oficialização do nome de Wagner está prevista para a próxima semana, mas, nos bastidores, a decisão já é tratada como certa. Caso se confirme, a escolha representará uma vitória da oposição no cenário político cearense. Isso porque o PP integra a base do governador Elmano de Freitas (PT), enquanto o União Brasil é dividido, com uma ala alinhada ao governo e outra de oposição.


O que muda com a nova federação

Com a criação da União Progressista, os dois partidos passam a atuar de forma conjunta, inclusive nas próximas eleições. Apesar disso, a liderança de Wagner gera expectativas sobre possíveis tensões internas, já que parte dos filiados ao PP e ao União Brasil defendem manter apoio ao governo estadual.

O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) confirmou a decisão:

“Capitão Wagner será o próximo presidente da federação União Progressista. Agora, vamos dialogar com os deputados federais, como AJ Albuquerque, o secretário Zezinho Albuquerque e o deputado estadual João Jaime. Essa formação ainda é nova e o diálogo precisa prevalecer”, disse o parlamentar.


Base governista quer autonomia

Integrante do PP e aliado do governador Elmano, o deputado estadual João Jaime defendeu que a federação permita liberdade para que grupos próximos ao governo mantenham seu posicionamento:

“Nossa intenção é continuar na base do governo. O ruim é quando vem uma decisão de cima para baixo e você é obrigado a cumpri-la”, disse.

Na mesma linha, o deputado estadual Almir Bié (PP) ressaltou a importância de evitar polarização entre os integrantes das duas legendas:

“O União Brasil tem deputados que votam com o governo, então vamos continuar com nosso querido governador Elmano. Seguimos na base”, afirmou.


Oposição quer fortalecimento

Por outro lado, o deputado federal Danilo Forte (União Brasil) defendeu que a federação adote um posicionamento unificado de oposição no Ceará, alinhado à estratégia nacional:

“Um partido ter coerência entre o posicionamento nacional e estadual é uma virtude. Adotar discursos diferentes gera interpretações equivocadas e fragiliza a imagem da sigla”, destacou.


Próximos passos

A oficialização da presidência da União Progressista no Ceará deve ocorrer na próxima semana. Até lá, lideranças dos dois partidos seguem articulando para definir o papel da federação no cenário político local, que promete intensificar a disputa entre base governista e oposição.

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