O deputado federal Robério Monteiro (PDT) negou, nesta segunda-feira (19), ser investigado ou ter sido “alvo de qualquer medida judicial” no âmbito da Operação Road Fake (Estrada Falsa), deflagrada pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

A operação, realizada no fim de novembro do ano passado, voltou a ganhar repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (18). A matéria abordou a Operação Overclean, cuja 9ª fase foi deflagrada na semana passada. Uma das empresas responsáveis por obras investigadas nessa etapa também é alvo da Operação Road Fake.

Em novembro, a PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza e Natal. Na ocasião, os nomes dos alvos não foram divulgados oficialmente. A investigação apura um suposto esquema de irregularidades em contratos de pavimentação firmados pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS).

Apesar disso, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, à qual o PontoPoder teve acesso, cita diversas vezes o nome do deputado Robério Monteiro. Segundo os indícios apontados na investigação, teria ocorrido a realocação de recursos de emendas parlamentares, inicialmente destinados a municípios da Bahia, para duas cidades do Ceará: Acaraú e Itarema.

Os dois municípios são administrados por familiares do parlamentar. A prefeita de Acaraú é Ana Flávia Monteiro, esposa do deputado, que cumpre o segundo mandato à frente do Executivo municipal. Já Itarema é governada por Robério Filho, filho do deputado, que assumiu a prefeitura após substituir o tio, Elizeu Monteiro.

Em nota, Robério Monteiro reiterou que não é investigado e que não sofreu qualquer ação judicial relacionada às operações mencionadas. As investigações seguem em andamento sob sigilo, e a Polícia Federal ainda não divulgou novos detalhes sobre possíveis responsabilizações.

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