O Governo do Ceará determinou a abertura de uma investigação para apurar possíveis falhas na megaoperação da Polícia Civil do Ceará (PCCE) que localizou uma extensa plantação de maconha no município de Acopiara, no Centro-Sul do Estado. A decisão foi anunciada após a repercussão do caso e a fiscalização realizada pelo deputado federal André Fernandes (PL), que esteve no local e denunciou que parte da plantação permanecia na área mesmo após a ação policial.

Segundo o parlamentar, grande parte dos pés de maconha não havia sido destruída nem recolhida, o que levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados durante a operação realizada na última quinta-feira (25).

Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou, por meio das redes sociais, que instaurou um procedimento para apurar a atuação das equipes envolvidas, após receber denúncias relacionadas à condução da operação.

Na sequência, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) anunciou que também abrirá um procedimento disciplinar. De acordo com o órgão, a medida foi determinada diretamente pelo governador Elmano de Freitas (PT), com o objetivo de esclarecer se houve falhas no cumprimento dos protocolos.

Na sexta-feira (26), a Polícia Civil havia divulgado a localização de aproximadamente 290 mil pés de maconha em uma área isolada de Acopiara. O cultivo ocupava cerca de três hectares, equivalente a aproximadamente quatro campos do Estádio Castelão, sendo considerado uma das maiores plantações da droga já encontradas no Ceará.

Imagens divulgadas pela SSPDS mostraram tratores destruindo parte da plantação. Entretanto, durante a fiscalização realizada pelo deputado André Fernandes, foi constatado que uma grande quantidade do cultivo permanecia intacta no local, fato que ampliou a repercussão do caso e motivou cobranças por esclarecimentos.

Em nota, a SSPDS afirmou que toda e qualquer falha de procedimento será rigorosamente apurada.

“Toda e qualquer falha de procedimento será apurada, e os responsáveis serão devidamente identificados e punidos na forma da lei”, informou a secretaria.

Agora, as investigações conduzidas pela SSPDS e pela Controladoria Geral de Disciplina deverão esclarecer se houve negligência ou descumprimento dos protocolos durante a operação policial.

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